Cedida por Ivo Cardoso
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From: Carlos Morais
(Nov 06, 2007 11:29 EST)
Alô Ivo Cardoso. Fotos dos anos 60? eu tabém estive nesta terra em 59, 60 e 61. Na altura o delegado marítimo era o saudoso Júlio Martins. Quando lá esteve? Onde trabalhava?
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From: reismorais@sapo.pt
(Dec 10, 2007 13:44 EST)
Iovo Cardoso diga algo sobre o meu contacto anterior. Saudações.
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From: david.joao@encel.co.ao
(Feb 19, 2009 14:59 EST)
Caro Ivo,
Não são fotos simples mas sim reliquias. Vivi nela entre 1065 a 1970 por força do desterro dos meus pais. O delegado maritmo era o sr Cavaco, esposo da professora Rosaria.
Saudações
David
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From: David
(Jun 01, 2009 01:25 EDT)
Neste edifício que para além de Capitania também era a residência do Delegado marítimo era o local onde se surravam os trabalhadores marítimos que por qualquer motivo faltassem a pesca ou que os mestres viessem apresentar como tento cometido alguma "indisciplina". Era uma das casas que mais detestei depois de nela terem sovado um trabalhador da pescaria do sr Armindo Bento por se ter negado a puxar as redes na traineira Rosa Maria, por alegar febres. Recordo-me da silhueta do homem assentado na ponte numa daquelas saliências dos troncos - pilares que serviam para amarrar os barcos. Custou-me tanto porque por sinal o homem até era educado, culto e por razões de celibato fazia as refeições em nossa casa. Hoje quando o vejo, sempre que me desloco a Luanda, recordo-me dessa cena.
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From: David
(Jun 01, 2009 01:25 EDT)
Neste edifício que para além de Capitania também era a residência do Delegado marítimo era o local onde se surravam os trabalhadores marítimos que por qualquer motivo faltassem a pesca ou que os mestres viessem apresentar como tento cometido alguma "indisciplina". Era uma das casas que mais detestei depois de nela terem sovado um trabalhador da pescaria do sr Armindo Bento por se ter negado a puxar as redes na traineira Rosa Maria, por alegar febres. Recordo-me da silhueta do homem assentado na ponte numa daquelas saliências dos troncos - pilares que serviam para amarrar os barcos. Custou-me tanto porque por sinal o homem até era educado, culto e por razões de celibato fazia as refeições em nossa casa. Hoje quando o vejo, sempre que me desloco a Luanda, recordo-me dessa cena.
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From: maria.fernanda.sousa1@gmail.com
(Feb 08, 2011 16:30 EST)
também me lembro muito bem das surras que davam aos pobres pretos por dá cá aquela palhas,eu era pequena e marcou-me muito o ouvir falar disto,porque os meus pais e avó comentavam tristemente essas cenas.Um abraço para todos.
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