Camaxilo
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Foto de Carlos Ferreira, enviada por Ivo Cardoso


From:   luismfaro@gmail.com   (Feb 26, 2009 13:24 EST)
Uma tristeza..... Estive no Camaxilo em 1968/1970 numa unidade do Exército CCAV 2332,e passava ali todos os dias quando ia lá em baixo ao Comércio.


From:   leonel.bibalino@hotmail.com || leonel pinto   (Jun 26, 2009 17:27 EDT)
Fui admistrador de posto de camaxilo em 1966, e morei nesta casa, é com tristeza que a vejo em ruinas. Gostei imenso dos dias que aqui passei. Fiz grandes amizades com pessoal da Guarda Fiscal, base aerea, exercito e comerciantes. Um abraço para todos que por aqui passaram.


From:   celiacunha-11466l@adv.oa.pt   (Nov 16, 2009 11:38 EST)
Leonel: não foi de certeza nesta casa, mas sim na do lado, a mais antiga, pois eu fui para lá viver em fins de 1967 e ainda não havia lá esta casa, só havia a antiga


From:   emídio artur   (Dec 25, 2009 14:35 EST)
Célia eu penso que não há outra casa ao lado.O Posto Administrativo era mesmo este (penso eu) agora vandalizado.


From:   Célia Cunha   (Dec 25, 2009 18:48 EST)
Emídio: veja a foto 2. Lá estão as duas casas a antiga e a outra: eu vivi na antiga, lembro-me bem dela. BOAS FESTAS e Bom Ano de 2010 para si e todos os seus


From:   emídio artur   (Dec 27, 2009 17:39 EST)
CÉLIA: Tem toda a razão.Reparando melhor, o P.Adm. que eu conheci e vi pela última vez em 1963, era de facto o edificio situado do lado direito de quem olha para a foto nº 2. Este edificio não existia. Quanto às casas comerciais, aquela que a foto nos mostra bastante danificada, presumo que pertencia à firma "Teixeira & Lemos Ldª", mas, na época, não tinha aquelas 2 janelas na parte do estabelecimento mas sim portas.Bem-haja pelos esclarecimentos e continuação de Festas Felizes para si e toda a família.


From:   Célia Cunha   (Dec 28, 2009 17:36 EST)
Olá Emídio: esse Natal, foi Bom?, espero que sim, com todos os seus! de Facto, quando eu vivi lá em 1967 o posto era na casa antiga: de um traça senhorial, mas o recheio tinha desaparecido!, tinha lá estado um chefe preto e solteiro e o espólio ficou convertido em dinheiro. Com esse dinheiro fui a Malange e comprei tudo novo e decorei a casa que ficou um esplendor: um oásis no meio de nada... mas lembro-me realmente da banheira: era de esmalte e com umas torneiras em metal prateado que eram uma autêntica obra de arte. Pus cortinados de renda e reposteiros de brocado de cetim nas janelas, estantes chinesas, ficou lindoooooooo! e sim tem razão o estabelecimento comercial era como diz e o dono de nome Teixeira, foi a pessoa mais abjecta que me foi dado conhecer nesta vida, tratava mal toda a gente e eu nunca gostei de ver tratar mal fosse quem fosse. Tinha um asco enorme por tal indivíduo... a vida é composta de tudo!!! Bom Ano com muita saúde, paz e alegria junto das pessoas de quem gosta. Bjhs


From:   emídio artur   (Dec 29, 2009 13:36 EST)
CÉLIA: Imagino a sua decepção quando viu estas fotos?! Mas o importante foi o carinho com que fez todo aquele arranjo e o prazer que lhe deu o trabalho concluído. Sei qe não é habitual mas, como por lá não havia muito que ver,posso perguntar-lhe se chegou a visitar o cemitério? Eu fui lá umas duas vezes e na ocasião não dei importância ao facto de ali jazerem pessoas da nossa nacionalidade,pois, segundo nos diziam, tudo era PORTUGAL.Alterada a situação, fico agora por vezes a pensar, como os familiares encararão o facto de entes seus, certamente queridos, ficarem por lá no meio de capim como ficaria qualquer cachorro raivoso. E depois interrogo-me: mas que povo somos nós? É isto ser português e cristão? Ou somos apenas e tão só uns desprezíveis oportunistas? - Desculpe estes meus pensamentos e, como diriam os kiokos, munguê(até à próxima).


From:   Célia Cunha   (Dec 31, 2009 12:11 EST)
OLÁ emídio: Quando estive no Camaxilo tinha eu apenas 18 anos e estive lá pouco tempo, pois como era uma terra "do fim do mundo" nada havia para comer e por duas ou três vezes que fomos a Malange sem a respectiva autorização (que a partir de certa altura nos era negada pelo Sr. Administrador de Cangula em retaliação por eu ser pessoa honesta e respeitadora dos meus deveres conjugais, mas isto é uma longa história...)e não havia artigos de primeira necessidade em Camaxilo, sobretudo para o meu filhote apenas com 21 meses de idade, o Sr. Adm. levantou um processo disciplinar ao meu marido e fomos pata Henrique de Carvalho. Já lá vão 43 anos e não me lembro se fui visitar o cemitério: estive em tantas lugares, que por vezes tenho dificuldade em situar-me. Mas acredito que depois de ser devolvido ao pó o pó de que somos feitos, o que resta de nós é a lembrança que de nós guardam os que nos amaram: nada mais resta!!!, e não é uma campa muito bem zelada que nos faz permanecer. Quantas vezes se caminha frequentemente para o cemitério só para que os outros vejam e não por convicção: é por isso que na minha família optamos pela cremação e há três anos que o meu filho mais novo deixou este mundo, foi cremado e as suas cinzas foram a seu pedido lançadas ao mar: agora quando posso faço obras de caridade pela sua alma: são as melhores flores que lhe oferecço, creio!!!


From:   Célia Cunha   (Dec 31, 2009 12:15 EST)
EMÍDIO: peço desculpa por seu nome ter ficado em minúsculas, não foi intencional. Quanto a sermos oportunitas, houve de tudo: os que se aproveitaram da força braçal quer de brancos quer de pretos para cá construírem grandes prédios (como as avenidas novas de Lisboa, assim ficaram chamadas) para gozarem à farta e à francesa, mas mesmo assim ainda ficou lá muita coisa, que infelizmente de um modo geral foi desperdiçado...


From:   Célia Cunha   (Dec 31, 2009 12:24 EST)
... e quando vi estas fotos o que senti foi uma enorme tristeza, pois por mais que tentemos defender-nos fica sempre um pedacinho de nós nos lugares por onde passamos e ainda tenho fotografias do meu menino a andar de tricículo no jardin em frente à casa, com os passeios empedrados e os canteiros delineados com paralelipípedos de pedras: mas a terra era tão árida que com muita dificuldade lá consegui manter umas plantitas raquíticas...


From:   Célia Cunha   (Dec 31, 2009 12:26 EST)
Para si Emídio e para todos os que lhe são queridos desejo que o ano de 2010 lhe traga muita saúde, paz, harmonia e alegria para vivermos o melhor que pudermos o que nos resta da passagem por este mundo. Tudo de Bom e obrigada pela sua atenção. Bjhs


From:   emídio artur   (Jan 01, 2010 14:12 EST)
Olá CÉLIA Que a entrada no 2010 lhe reserve tudo do melhor para si e toda a família. Concordo com a Célia que Camaxilo era um atraso mas o que mais me custou ver por aquelas zonas foi a pobreza em que viviam as suas gentes. As mulheres nasciam para irem trabalhar nas lavras e os homens tinham como destino único os contratos voluntários (à força) para a Diamang onde passavam entre 18 a 21 meses e de onde traziam - se tudo corresse bem, entre 600 a 700 angolares/escudos.Dois ou 3 meses na sanzala e de novo para o contrato!!! Dormiam, muitos deles, em cima de diamantes mas se sonhassem com eles, no dia seguinte estavam ecarcerados nas prisões da CIA (Corpo Informativo da Diamang). Conheci mt bem Caungula e certamente no tempo da Célia o Administador não seria o Antero Augusto Horta pois esse, em minha opinião, era boa pessoa.Mas, por essa ocasião, penso que ele seria Intendente em H.de Carvalho. Conheci muito bem o Dundo e Portugália e todo aquele sistema esclavagista montado e dirigido a partir de Lisboa. Mas no Uige, em Pereira dÉça ou em Cabinda o sistema era igual e depois deu no que deu. Sinto muito que tenha tido essa perda irreparável da perda de um ente querido e desejo-lhe a maior coragem do mundo para ultrapasar essa grande dor. Muitas felicidades e disponha sempre Emídio


From:   Célia Cunha   (Jan 01, 2010 14:50 EST)
Amigo Emídio: os contratados eram angariados por todo o território de Angola não só para a Diamang mas também para as roças do café, por pessoas que faziam disso modo de vida com a conivência de alguns chefes de posto que recebiam uma percentagem por cada homem: foi o que fomos encontrar no distrito de Quanza Sul quando o meu marido começou a ser chefe e não conseguiu acabar com o sistema, mas pelo menos estabeleceu que só iria quem quizesse e as contas eram fiscalizadas quando voltavam e recebiam o que lhes competia. Nunca recebeu qualquer quantia e fomos muito queridos pelos povos por onde passámos por defendermos, tanto quanto nos era possível, os direitos das pessoas. Foi por não pactuarmos com o que achavamos mal feito que levou a que o meu marido deixasse a administração e nos radicássemos em Luanda, onde eu morava já em solteira e onde viviam os meus pais.Muito depois de deixarmos a addministração, já a viver em Luanda com os meus filhos, ainda recebíamos presentes que nem sabíamos quem os ia por à nossa porta, só mais tarde é que vim a descobrir que um rapaz da Sanga trabalhava nas bombas da gasolina e quando ia à terra trazía-me sempre coisas de lá: mabocas, mangas, batata doce, bananas, tamarindos, mandioca fresca, peixe do rio... punha à porta e deixava lá ficar...


From:   emídio artur   (Jan 02, 2010 11:36 EST)
OLÁ CÉLIA: Nunca esteve em minha intenção qq critica menos abonatória à actuação das autoridades administrativas ou quaisquer outras e se reler tudo quanto escrevi constacta fàcilemte isso mesmo. Conheci alguns pouco honestos como de resto em todas as actividades. Eu não confundo a árvore com a floresta, mas conheci bastantes de uma honestidade e rigor dignos dos melhores louvores. O que eu disse na minha msg e reafirmo e posso provar, é que o sistema montado em Lisboa estava concebido para retirar das Prov.Ultramarinas tudo quanto podiam. E para que não faça qq juízo de intenção, gostaria que soubesse que não tenho qq simpatia partidária; não sou adepto de nenhum clube de futebol; sou católico mas não praticante e sou do signo aquário o que significa que adoro a liberdade e a independência. Desejo para a D.Célia tudo do melhor, Emídio


From:   Célia Cunha   (Jan 03, 2010 07:11 EST)
Olá Emídio: eu não interpretei mal as suas palavras!, longe disso: só quiz vincar que tinha toda a razão: Fomos traídos pelos políticos do "Puto" que prejudicaram tanto brancos como pretos...fomos todos enganados, o resultado está à vista: nada se fez na altura para ao menos fosse aproveitado todo o esforço e trabalho dos que honestamente deram o seu melhor naquela terra. Eu desembarquei em Lisboa em 28 de Setembro de 1975 com dois filhos pequenos e trocaram-me 5 contos no aeroporto de Lisboa em que esperei mais de cinco horas na fila: fui ajudada por um homem de quem nunca mais soube nada e que quase não falava: disse ajudar-me porque lhe tinham matado a mulher e dois filhos como os meus... e susbtituía-me nas filas todas para eu poder tratar dos meus meninos. Que Deus o abençoe!!! E Emídio, eu nunca julgo mal as pessoas: por vezes terei talvez dificuldade em mostrar o que tirei do que escreveu, mas estou inrteiramente de acordo consigo!, cá e lá houve alguns oportunistas que fizeram carreiras políticas e encheram os bolsos à custa da "descolonização", mas como estavam as coisas na alturra também não estavam bem: havia (como hoje) meia dúzia que se aproveitavam do trabalho quase escravo tanto de brancos como de pretos, pois foi-me dado constatar que os brancos não eram melhor tratados que os pretos: meu Pai, quando foi para Angola em 1953 foi contratado para trabalhar na Companhia de Acúcar Xibera, com sede em Bom Jesus e em 1957 teve que fugir, apenas levando consigo na mota que lhe estava distribuída par o seu trabalho (era guarda da roça e percorria nela as plantações para que nada fosse roubado)e nessa mota levou a minha mãe, eu e meu irmão com apenas duas pequenas malas de viagem com a nossa roupa de vestir: em todo o tempo de trabalho naquela empresa só lhe restavam dívidas à entidade patronal, numa terra onde não havia nada para comprar, e o que se comprava era na cantina da roça ao preço que eles entendiam: nunca viu dinheiro só não passava fome e tinha casa e tinha uma conta corrente onde o saldo era sempre a favor do patrão!!!


From:   Célia Cunha   (Jan 03, 2010 07:35 EST)
Emídio: deixemos os formalismos e ponha o D. de lado, OK? Era bem verdade o que diz: não podíamos importar nada que não fosse daqui, não podíamos plantar batatas, vinha, oliveiras e outras frutículas, nem que fosse em vasos nas varandas; não podíamos exportar directamente o que se colhia: feijão, milho, mandioca, massambala, e sobretudo o café que só podia ser exportado para outros destinos depois de estarem preenchidas as quotas para Portugal. Ém Luanda o prédio mais alto até 61 foi o do Polo Norte em Luanda com apenas 4 andares, só depois de 61 é que começaram a emergir os arranha-céus e houve um desenvolvimento económico e social galopante: eu vivi em Angola de 16 de Maio de 1956 a 28 de Setembro de 1975, sei do que falo!!!, vi muita coisa de que nunca foi feito relato algum: só na RTP passou há pouco tempo um comentário de um tal Sr. Furtado em que só houve heróis do lado de lá, os portugueses foram pura e simplemente ignorados ou pior chacoteados, pois os espertos foram só eles!, nós fomos inocentemente enganados pelos Srs. que fizeram a guerra na perspectiva da narração efectuada... E olhe Emídio: curiosamente, também não tenho filiação partidária (o meu voto é sempre o chamado voto útil) também não tenho empenhada a minha palavra ou a minha conduta social e política com ninguém (salvo é claro a responsabilidade que advém do exercício da minha profissão, que sendo advogada, me responsabiliza perante os meus clientes e perante a Deontologia profissional, em que nunca tive nenhuma queixa na ordem nem processo em tribunal. O meu signo é leão (a que não dou relevância alguma, pois não sou de todo supersticiosa nem acredito em bruxas) O que nos valoriza é o nosso trabalho, a nossa postura perante a sociedade, os princípios que abraçamos e a nossa disponibilidade para ajudar a quem precisa. Muito me agrada poder chanmar amigo a quem tem tanto em comum comigo. BEM HAJA E QUE DEUS O ABENÇOE, célia


From:   emídio artur   (Jan 04, 2010 14:04 EST)
OLÁ CÉLIA: Apraz-me saber que há muitas coisas em comun entre nós o que, de certo modo é natural, pois vivemos no mesmo campo de batalha e sofremos os mesmos efeitos das artilharias apontadas aos nossos peitos.Da conta corrente onde lançavam os nossos ordenados, tenho fracas recordações. Foram os primeiros 11 meses de trabalho em Angola que não me pagaram.Isso fez com que tivesse de dormir nos bancos do jardim ou em carros vélhos abandonados!...Teias que a vida tece. Da nossa fuga, tb sinto as marcas na carne e na alma:Nem os álbuns salvei e o carro em que fugia em direcção à Af. do Sul, foi-me roubado no caminho.Chegado a Johannesbourg tinha comigo 45,00 Rands (+/- 1400$00), mulher, 2 filhos e uma cidade rodeada de morros amarelados onde abundava o ouro.Quanto ao Furtado (Joaquim) pai da Catarina Furtado é mais um oportunista da abrilada que nada sabe de Angola. Vive do expediente do partido. As barbas são a identificação de camarada e nada têm a ver com as de Egas Moniz ou Afonso de Albuquerque. Para mim é um ser desprezível.- vou continuar na página seguinte.


From:   emídio artur   (Jan 04, 2010 14:38 EST)
continuação da página anterior: Quanto ao comércio com o exterior era como a Célia disse.Nós eramos obrigados a importar e exportar para a metrópole aos preços e quantidades que esta fixava. Lembra-me de em 1969 importarmos vinho a granel do "puto" a 13&00 o L. quando a França nos oferecia vinho a 6$00 L. O café, saía de Angola facturado a 5$00 Kg quando era vendido nos E.U.A. a 25$00 Kg. Como funcionava o sistema? As firmas exportadoras tinham escritórios em Lisboa;Em Angola, entregavam um jogo de documentos relativos ao café carregado, no Banco indicando as facturas 5$00Kg que era o valor FOB (free on board) do café ou seja, era o valor que as firmas exportadoras eram obrigadas a transferir para Angola. O Banco por sua vez envia os doumentos para o seu correspondente em Lisboa com instruções para estes os facultarem ao escritório da firma. Este por seu turno, substituía as facturas por outras com a indicação de 25$00Kg e voltava a entregá-los ao banco que por sua vez os enviava para o correspondente nos E.U.A. O banco de Lisboa, por instruções do banco de Luanda (ou Lobito) mandava o correspondente creditar a conta do banco de Luanda pelo valor de 5$00Kg e a conta do banco de Lisboa por 20$00Kg.Nas estatísticas do final do ano, Lisboa figurava em 3º expotador mundial de café!!!! O que acontecia com o café, acontecia com todos os outros produtos, incluindo o ferro e os diamantes.Falei das facturas como poderia falar dos Conhecimentos de Embarque -Bill of Lading etc. O sistema era igual. Qualquer país estrangeiro via claramente que havia alí uma mina de comércio e muita matéria-prima para encherem as suas barrigas e daí... mova-se guerra a África a corra-se de lá com os exploradores disfarçados de defensores da fé de Cristo (que Deus me perdoe). Desculpe o tempo que lhe tomei e agradeço a paciência que teve em me aturar. Disponha sempre Emídio


From:   emídio artur   (Jan 04, 2010 14:38 EST)
continuação da página anterior: Quanto ao comércio com o exterior era como a Célia disse.Nós eramos obrigados a importar e exportar para a metrópole aos preços e quantidades que esta fixava. Lembra-me de em 1969 importarmos vinho a granel do "puto" a 13&00 o L. quando a França nos oferecia vinho a 6$00 L. O café, saía de Angola facturado a 5$00 Kg quando era vendido nos E.U.A. a 25$00 Kg. Como funcionava o sistema? As firmas exportadoras tinham escritórios em Lisboa;Em Angola, entregavam um jogo de documentos relativos ao café carregado, no Banco indicando as facturas 5$00Kg que era o valor FOB (free on board) do café ou seja, era o valor que as firmas exportadoras eram obrigadas a transferir para Angola. O Banco por sua vez envia os doumentos para o seu correspondente em Lisboa com instruções para estes os facultarem ao escritório da firma. Este por seu turno, substituía as facturas por outras com a indicação de 25$00Kg e voltava a entregá-los ao banco que por sua vez os enviava para o correspondente nos E.U.A. O banco de Lisboa, por instruções do banco de Luanda (ou Lobito) mandava o correspondente creditar a conta do banco de Luanda pelo valor de 5$00Kg e a conta do banco de Lisboa por 20$00Kg.Nas estatísticas do final do ano, Lisboa figurava em 3º expotador mundial de café!!!! O que acontecia com o café, acontecia com todos os outros produtos, incluindo o ferro e os diamantes.Falei das facturas como poderia falar dos Conhecimentos de Embarque -Bill of Lading etc. O sistema era igual. Qualquer país estrangeiro via claramente que havia alí uma mina de comércio e muita matéria-prima para encherem as suas barrigas e daí... mova-se guerra a África a corra-se de lá com os exploradores disfarçados de defensores da fé de Cristo (que Deus me perdoe). Desculpe o tempo que lhe tomei e agradeço a paciência que teve em me aturar. Disponha sempre Emídio


From:   Célia Cunha   (Jan 04, 2010 17:32 EST)
Amigo Emídio: congratulo-me com a sua memória!!!, de facto tem um conhecimento muito mais vasto que o meu de como se processavam os expedientes para sugar o sangue dos trabalhadores daquela terra de promissão: tão rica e tão desbaratada... O meu conhecimento é muito mais reduzido, só de vivênvias próprias e, mesmo assim ainda não perdi a esperança de um dia reduzir tudo a escrito, romanceado mas com vivências reais. Todavia se calhar uma parceria acabaria por ser mais profícua. Quem sabe não unimos esforços e damos à estampa um BEST SELLER?, afinal somos feitos da mesma massa... hoje em dia tudo escreve, minha gente!!! Pelo menos abordávamos o tema por perspectivas diferentes do que foi (é) dado a conmhecer aos nossos filhos e netos! Penso que será melhor daqui em diante comunicarmos por vias mais privadas: (celiacunha-11466l@adv.oa.pt)não quero perder o contacto com quem me identifico tanto: quase já não há ninguém como nós, idelistas à nossa maneira! e que interpretamos devidamente o que se escreve. Disponha sempre. Cordiais cumprimentos, célia cunha


From:   emídio artur   (Jan 07, 2010 13:56 EST)
ÓI CÉLIA: Enviei 4 (qutro) msgs para o e-mail que acima indica e foram todas devolvidas.Que se passará? Caixa cheia? Não acredito que seja brincadeira!!! Tchau Emídio


From:   celiacunha-11466l@adv.oa.pt   (Jan 07, 2010 16:25 EST)
Olá Emídio: gosto muito de brincar, mas não com coisas sérias. Não sei o que se passa, peço-lhe o favor de tentar de novo. Obrigada


From:   farense@uol.com.br   (Jan 07, 2010 16:38 EST)
Célia, pode perguntar o que este intruso fáz aqui? É que eu quando não me sinto bem numa cadeira procuro outra, e vi que nesta janela falam a mesma lingua que eu, uma lingua de revolta por tudo o que se passou em ANGOLA, Célia eu tenho conhecimento, de muitos factos deste género, é por isso que quando tento relatar alguns factos, vem logo com as conversas do mussulo, da versailhes, isto é só um exemplo, para mim foi um grande choque ao chegar a Angola em 67 e ver seres humanos a viverem em tal situação, e quando estava em Catete as panelas eram feitas de tambores de óleo, será que eu tenho o coração mole?


From:   celiacunha-11466l@adv.oa.pt   (Jan 08, 2010 12:54 EST)
Olá Emídio: acho estranho não conseguir enviar-me e-mail pois ainda ontem recebi 8 de várias proveniências, incluindo da Ordem dos Advogados. Veja bem as letras e os algarismos e veja se não se enganou. O mail indicado está correcto e foi para onde o amigo Farense já me enviou correio. Por isso o erro não está no meu equipamento... Saudações


From:   Célia Cunha   (Jan 08, 2010 12:59 EST)
Olá Farense: tudo bem consigo? Por estes lados sopram ares mais saudáveis, não estamos sujeitos ao que a esmo se escreve noutras paragens, que conforme a cor do líquido do copo que têm à frente, assim se lembram das coisas mais escabrosas... estou escandalizada com o que as pessoas escrevem: já não há quem saiba brincar ou entender uma brincadeira: têm o mau feitio de julgar os outros por elas próprias. Não me apanharão mais por lá... Saudações e renovados votos de BOM ANO


From:   emídio artur   (Jan 08, 2010 14:17 EST)
OLÁ CÉLIA: Vou tentar mais uma vez. Se nenhuma msg aparecer no seu e-mail, tente por favor o meu: emídiopardelinha@sapo.pt Pode muito bem acontecer que o erro seja meu, pois entre mim e o computador ainda existe um certo respeito: não é tu cá tu lá e as distâncias estão salvaguardadas. Bem, até já. Emídio


From:   emídio artur   (Jan 08, 2010 14:39 EST)
CÉLIA: Nada. Continua a não passar.Eu vou repetir o que eu escrevo no e-mail: celiacunha-11466|@adv.oa.pt Talvez a questão esteja na barra que separa o 6 da@. Diga-me algo Emídio


From:   Célia Cunha   (Jan 08, 2010 17:46 EST)
É Emídio: o erro é então esse: não é barra é (ele) pequeno (quer dizer que a minha cédula profissional foi emitida pelo Conselho Distrital de Lisboa, logo "ele" de (l)isboa. Entendeu? Cumprimentos celiacunha-11466l@adv.oa.pt


From:   Célia Cunha   (Jan 08, 2010 17:53 EST)
Emídio: é mesmo falta de prática, mas do mesmo mal enfermo eu, deixe lá, sabemos outras coisas não precisamos de saber tudo... Mas olhe que há dias passou por aqui uma pessoa que nada tendo aqui dito me contactou directamente e já respondi ao solicitado. Isto das maquinetas ainda me faz um pouco de medo, mas com o tempo, dizem-me, vai-se perdendo: só que às vezes é o "apagão" e eu não me aventuro muito pois receceio ficar sem máquina e preciso dela para o meu trabalho: pouco mais aproveito que o processador de texto, é quanto me basta...


From:   Celia Cunha   (Jan 14, 2010 13:31 EST)
Amigo Emílio: como esta? Muito obrigada pelo seu mail, mas só hoje recebi e tentei responder mas foi introduzido um virus no meu computador que só dá para receber mails, não dá para enviar, isto desde há três dias atrás. O amgigo foi sempre correctíssimo comigo, assim fosse toda a gente na Sanzala... mas isso são outras histórias! Peço desculpa pelo acontecido e vou tentar livrar-me do virus, todavia como já disse hoje foi a 1ª vez que recebi correio seu.Cumprimentos


From:   Celia Cunha   (Jan 14, 2010 13:33 EST)
PEÇO PERDÃO: saíu Emílio em vez de Emídio, mil desculpas


From:   Eu   (Jan 16, 2010 14:33 EST)
Concordo plenamente. Quem não se cuida, cai-lhe o mundo em cima... mas também é certo que quem mal não pensa mal não julga, não é?


From:   emídio artur   (Jan 18, 2010 16:39 EST)
Tenho a impressão que esse virus continua pois as msgs não passam. Não se trata de devolução, pura e simplesmente são rejeitadas pela recepção.Vou aguardar que as coisas se componham.Obrigado e boa semana de trabalho. Emídio


From:   Célia Cunha   (Jan 19, 2010 15:31 EST)
Emídio: acho muito estranho pois eu continuo a receber, só não consigo é mandar. O meu filho está a ver se me limpa o computador, mas tem estado difícil. Estou a ver que tenho mesmo que puxar os cordões à bolsa... e entregar isto a um bom técnico. Cumprimentos


From:   Eu   (Jan 21, 2010 06:21 EST)
certinho e direitinho. Cumprimentos


From:   farense   (Jan 22, 2010 08:17 EST)
EU. como sempre, tento ser o máis certo possível, quando não sou peço desculpas, uma palavra que para muitos, não está no seu vocabulário.


From:   josmanta@hotmail.com   (Mar 26, 2010 13:04 EDT)
Foi com uma enorme satisfação que ao procurar fotografias da terra onde nasci, Camaxilo-Angola, em 1968... meu pai trabalhou lá, é de seu nome José Lourenço Marques Manta, era escriturário na casa comercial do sr. Teixeira. Ele ficou bastante afectado com a perda de tudo o que deixou para traz e nunca quis tocar muito no assunto.. mas eu ainda tenho muitas recordações de lá assunto, mas eu tenho ainda muitas recordações de criança de Camaxilo e estou a tentar recolher tudo o que se relacione com a minha terra natal... adoraria entrar e contacto com gente que viveu lá, aqui fica o meu telem: 919 521 896


From:   Célia Cunha   (Apr 02, 2010 17:11 EDT)
"Já muito me tarda o meu amigo"...do Camaxilo!!! Santa Páscoa com muita saúde e tudo de bom

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