::: SanzalAngola Home Page :::
  :: ::  Página Principal
  

 
Local de encontros e reencontros. Visita!
Memórias do baú. Fotografias, postais, estampas...
Área dedicada à nossa equipa de karting,
SanzalAngola Karting Team
(área em construção)
O teu donativo ajudará a manter o site e a lançar novas iniciativas!
Carrega no botao para contribuir!
(mais informação)
Contribui para a divulgação deste site. Chama um Amigo!
Literatura
<- Voltar à secção: - Antologia de poetas
Arnaldo SANTOS
Arnaldo Santos nasceu na Ingombota, um dos bairros mais antigos de Luanda em 1935. Fez a instrução primária e secundária em Luanda. Passou a sua infância e a adolescência no bairro do Kinaxixi, toponimo que ocupa um lugar priveligiado na sua produção narrativa.
Livros
Deambulou pelos musseques com a turma que, anos mais tarde, recriaria em poesia e em prosa. Aí pelos anos 50 integrou o chamado «grupo da Cultura». Colaborou em várias publicações periódicas de Luanda, nomeadamente a revista Cultura, o Jornal de Angola (da década de 60), ABC, Mensagem da Casa dos Estudantes do Império. Um dos membros fundadores da União dos Escritores Angolanos
Da sua obra poética destacamos «Fuga»(1960, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império), «Uíge» (1961, Sá da Bandeira, Coleção Imbondeiro), «Poemas no Tempo (contêm os dois livros anteriores)» (1977, Lisboa, Edições 70), e «Nova Memória da Terra e dos Homens» (1987, Luanda, União dos Escritores Angolanos).

Os Monangambas

Rooonca-os o camião
no jingololo da rua
Eles vão negros
e levam o sol no peito

Monanbambééé...! Monangambééé...!

Passam esquinas de cimento
passam largas avenidas
E ferem-se berros e silvos
Golpeia neles o vento

Monangambééé...! Monangambééé...!

Levam nos rostos firmeza
jimbamba de sonho e terra
Vão de frente para os gritos
Vão-lhes sentindo a dureza

Monangambééé...! Monangambééé...!

Deixam rastos nas estradas
(já é horizonte o seu manto)
pistas reencontradas
e punhos cerrados de espanto

Monangambééé...! Monangambééé...!

Passam os que servem a vida
com a força do seu suor
Ficam nas ruas os desígnios
que dos seus passos nasceram

Monangambééé...! Monangambééé...!

Regresso

Bandeiras sem cores
Tremulam ao vento...

Passa o camião
onde vozes cantam,
São homens que voltam.

E o sonoro canto
vai longe...longe,
às cubatas sós
onde mães esperam.

Bandeiras desejos
Tremulam ao vento...

E as vozes deixam
na esteira dura
com o pó da estrada
cantos de renúncia.

E tremulando sempre
Bandeiras sem cores
Agitam desejos.

Nas sanzalas
Nascem vagidos novos!
<- Voltar à secção: Antologia de poetas
ANGOLA...
Regiões
Elementos Regionais: Cuando Cubango, Huila, Lunda...
Etnografia
Hábitos e Costumes; Arte ; Povos; Culinária; Instrumentos Musicais
Literatura
Teia de Kimbos
Endereços de sites sobre Angola
Teia de Kimbos
   
 

     Copyright      Exoneração de Responsabilidade      Sugestões     
Concepção e Grafismo: Carlos Pereira Gomes (c) - Sugestões