SanzalAngola
  :: :: Página Principal :: Forum :: Galeria :: 
  



 
Local de encontros e reencontros. Visita!
Memórias do baú. Fotografias, postais, estampas...
O teu donativo ajudará a manter o site e a lançar novas iniciativas!
Carrega no botao para contribuir!
(mais informação)
Também estamos nas redes sociais! Junta-te ao nosso grupo no Facebook


Reflexões

Quase a completar 8 anos (à escala cósmica uma porção no limite da insignificância) a SanzalAngola merece ser analisada sob o ponto de vista do impacto social que ela própria desencadeou.
 Imagens de Angola

Como não sou Historiador ou Sociólogo fá-lo-ei com as deficiências inerentes de quem não possui as ferramentas suficientes para se distanciar de um processo (necessário) que influenciou, em vários sentidos e direcções, o comportamento daqueles que se consideram Angolanos (por nascimento e por longos anos de vivência no território Angolano) e que devido à inexorabilidade histórica se moveram para diferentes terras e lugares (com Portugal a dominar este contingente) nos quais, hoje, são cidadãos de pleno direito (processo que além de não ter sido fácil constitui, para mim, um dos fenómenos que os Historiadores e Sociólogos ainda o hão-de, não só digerir como também estudá-lo sob o rigor do método científico).

Assim, não é demais recordar que o que nos une, hoje e neste espaço virtual em que participamos, é o passado. Este, por motivos que não interessam elevar, amesquinhar ou ignorar, foi de enorme importância para as respectivas faixas etárias e que esteve adormecido exactamente durante o processo de adaptação a que todos nós estivemos sujeitos quando em 1975 optámos (e aqui o termo optar terá as implicações que todos conheceram na alma e no corpo e que cada um interpretará como o desejar ou conseguir) pela Diáspora.

Quando, e bem, o António Delgado no ano de 2002 (28 anos passados) sonhou que era possível, de novo, o reencontro, não só com o passado mas também com as pessoas, foi deveras a coisa mais linda que ele alguma vez imaginou, pois sacudiu e desempoeirou o que de mais nobre guardámos desse período absolutamente único e fantástico que foi a nossa vivência numa terra que a todos honra por ser uma Nação marcada pela vontade de rumar a um progresso por todos desejado (não cabem nesta pequena crónica desenvolver as questões políticas que serão objecto de estudo erudito e não só).

Insisto neste ponto, para mim fundamental, que foi, na realidade, termo-nos reencontrado com o que de bom se fixou na construção da nossa maneira de ser ou estar (o que e a quem interessará as coisas menos boas que seguramente cairão no esquecimento?), e nesta altura, terei de sublinhar que a intenção do António ultrapassa (a História confirmá-lo-á) os limites da relação Espácio-Temporal – mesquinha e de visão curta – que pretende significar o Aqui e Agora deslumbrando-se para colocar na sombra o que demais importante efectivamente adquirimos e conquistámos na nossa vida em Angola.

Mais, atrever-me-ei a dar-lhe um outro significado (mais importante para uns do que para outros) que é o de podermos acompanhar o dia-a-dia da terra onde nascemos ou vivemos através dos que nunca de lá saíram (uma saudação especial para eles) e dos que (estes sim «retornados» no real sentido da palavra) agora regressaram para se estabelecerem não temporariamente mas sim definitivamente.

Este facto (que concordarão uns e outros não) permite que a ponte entre Passado/Presente se mantenha em circulação independentemente do que os saudosistas, neutros ou apologistas possam sentir.

Finalmente uma palavra ao futuro do nosso espaço. Como diz e bem o fundador do mesmo, ele depende da nossa participação. Julgo que a minha actividade desde o início na SanzalAngola permite que sugira algumas modificações, não no «design» que este já constitui uma imagem de marca, mas no sentido do aproveitamento das tecnologias desta Era Globalizante, a saber, aderência às redes sociais (constato que inúmeros sanzaleiros estão inscritos no «facebook»), redistribuição dos «fóruns» de modo a serem separados pela cronologia e importância actual (isto é, há assuntos que no Agora despertam mais interesse do que no passado e deveriam estar claramente diferenciados com os antigos numa espécie de Arquivo morto), e por último reactivar a velha chama do inter-câmbio presencial que podem ir desde seminários, conferências a convívios ajantarados e dançantes onde, olhos nos olhos, se põem em dia os conflitos e as congruências, os delírios e as realidades ou a amizade que não tem nem quer ser sempre concordante.

Um abraço

Francisco da Costa Domingues (kambuta)
Lisboa - Setembro 2010

Noticias...
ANGOP
Voice of America
Teia de Kimbos
Endereços de sites sobre Angola
   
 

     Copyright      Exoneração de Responsabilidade      Sugestões     
Concepção e Grafismo: Carlos Pereira Gomes (c) - Sugestões